Paraíso da Savanna
Capítulo I - Longa Vida ao Príncipe
Parte II
Parte II
Ele rugiu.Como poderia aceitar tamanha ousadia de uma plebeia?
Iria mostrar seu lugar como príncipe
Seu lugar como rei
A leoa se pôs em posição de ataque
Ele não hesitou
Os dois se atacaram como coiotes sarnentos em busca de comida
A multidão de felinos se abriu, dando espaço aos dois delinquentes que rolavam no chão levantando poeira, cada um a defender seu lado
Telassim se via na obrigação, ninguém daquela multidão, nenhum deles faria isso.
Nunca
Eram um bando de idiotas sem livre-arbítrio
Que abaixavam as cabeças como uma gazela na hora da morte
ela não iria ser assim
Tão fraca
Tão desalmada
***
Tau rugia e atacava sem pesar
Não se deixaria abater
Ela o tinha ofendido
Ele não iria perdoar
os plebeus
Eles tinham que entender
estevam em guerra
Se o rei ou qualquer outro da corte se expusesse muito ele viria
Mais uma vez
Mas seu orgulho era maior
Não iria se deixar abater por uma leoa
Nunca mais
***
Abina suspirou, trazer Tim tinha sido uma péssima ideia
Mas quem era ela para julgar?A pobre leoa crescera sem o pai, era agitada,cabeça quente como tal
bufou
-Telassim! -gritou novamente
Não funcionaria,não no meio daquela algazarra
Queria para-la mas não conseguiria,se aproximou das irmãs aceitando a derrota
***
O calor do momento se deixara levar
Mais uma vez
Uma distribuição de patadas, rugidos e ataques ocorria em frente a todos
nada podiam fazer
Eram ordens explicitas;A partir do momento em que um duelo é aceito ninguém pode interferir
Os dois se encararam
por m breve momento o principe conseguiu a atirar longe,aumentando a distancia entre eles
Tim rosnou, furiosa
iria mostrar para ele
iria mostrar pra todo mundo
O atacou;
De uma vez
por todas
Os dois acabaram caindo numa velha poça de lama, que sobrevivera de algumas semanas
Telassim se levantou, sem dificuldade, ao contrario do nobre, que deitado no chão sentia suas costas doendo
Ele gemeu
A leoa aproximou as garras de seu pescoço
Não poderia fazer nada sob aquela juba espessa mas ele senti medo
-Isso é para aprender, filhotinho de papai.que com leoas não se mexe -ela o empurrou, sem sucesso
Caminhava a duras passadas, enquanto tirava a lama do corpo, deixando a marca a vista
***
Tau gemeu, a leoa pusera suas garras em sua garganta
Ele perdera
Novamente
"Eu sou um fracasso"
Ela saíra caminhando com orgulho
"Não" disse a si mesmo "de novo não"
Se levantou com rispidez,ignorou a dor, os arranhados e juntou toda a força pra correr até ela,a parou pela frente
"Revanche" murmurou a si mesmo
Ele a encarou nos olhos
Aquela expressão.Olhos verdes.A pata em seu ombro
Ele ficou parado lá não se sabe por uma hora ou um minuto
A encarando
"Será?"
Será que, depois de todo aquele tempo ela tinha voltado?
A leoa que assombrava seus sonhos
A quem ele sempre era comparado
Em que seus pais passavam horas discutindo,enquanto ele era mando a caverna?
Aquela em que ele procurara...
"por toda vida?"
Não podia ser
Não devia ser
-Telassim?
***
Ele rugiu novamente
Aquele reizinho desaforado
Ela o empurrou, dessa vez com sucesso
Ele não se moveu
Só ficou lá
Olhando
Ela bufou, caminhava a passos pesados
Mancava, mas não se deixava ver
Se aproximou das amigas
-Vamos -curta, grossa as "A's" as seguiram, cabeça baixa
Nem Abina, no posição de mais velha, ousou se mover
-As flores -ela murmurou baixinho -Asily pegou pra você -a pequena leoa pos as flores brancas delicadamente no chão
Tim as segurou com a boca, sem nada a declarar
As quatro voltaram em silencio
*Horas Depois*
A noite chegara, elas se aproximavam de casa,reconhecendo a grande arvore na entrada do "território"
Telassim suspirou,
Seria tão bom se fossem donos de alguma coisa...Se quisesse o rei poderia vir neste momento e tomá-la
Ninguém faria nada
Nunca
-Ei, Tim Abina se aproximou -Tenho que ir, consegue se virar sozinho - ela suspirou
"Mas é obvio!"
Assentiu.Nada disse pelas flores em sua boca
Caminhava lentamente
Agora que elas se foram podia parar de fingir que estava machucada
E iria ser chamada de fraca
Novamente
O que Akili pensaria dela?
Suspirou
Talvez não conseguisse um parceiro tão cedo
E talvez não fosse Akili em especial
Balançou a cabeça
Talvez fosse melhor pensar em outra coisa;
Em dois dias seria o aniversario de sua mãe
"Puxa!Três anos!Quem dera poder chegar a uma idade tão avançada em tão pouco tempo!..."
Conforme andava, seus passos lentos levantavam poeira, seguida pelo gelado minuano da noite
Seus pensamentos foram interrompidos por um rugido
Era perto de sua casa
Não poderia esquece-lo
Aquele que salvara sua vida
tantas vezes
Não podia ser
-Mãe!

